QUANDO ELA VEM

Ela não está, mas nunca sai dos arredores. Costumo acertar o instante em que ela surge, me cercando como um fogo-fátuo carregado de neblina.
Sei quando vai passar por mim, mas não passa...
E então ela chega... Bem vestida, apesar da roupa-de-semana. Não quis conversar. Somente um breve aceno. Tem o silêncio; eu, músculos cardíacos que se dilatam após uma sístole infernal. Meu sangue vai dançando pelo corpo em veias bailarinas.
Ela é um pouco linda, ela é um pouco fraca, ela é um pouco falha. Ela não fala. Ela não demostra nada. Não! Só me deixa lembrar o tanto que não sou na impotência de seu silêncio.
Ela sobe a escada até sumir. O seu corpo vai, mas ela fica aqui misteriosamente... Uma insurreição silente que grita mesmo estando ausente.
Escrito por Luciano às 19:36:13
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VOYEUR (PEEP SHOW)

Onde estou, senão aqui? Como estou, senão assim? Permaneço fincando meus pés no mundo, onde faço a minha história e, como um descuidado operário, construo e logo em seguida desconstruo um amor...
Pela janela dos meus anos vou espreitando sonhos inalcançáveis. Com um silêncio de quem nunca "pôde", de quem sempre "quase".
Mas vejo também uma história, repleta de saudade e de sentido, completa de sentimentos sempre contidos que guardei para usá-los, se um dia deles eu precisasse.
E então eu precisei...
Escrito por Luciano às 20:52:43
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FLY ME TO THE EARTH

De mim, arranco os sentimentos mais adversos que teimam em fincar meus pés a uma terra estrangeira.
Não sou daqui. Sou das sensações dispersas pelo espaço, espalhadas a uma velocidade interessante.
Presas a uma envolvente beleza, cujo próprio algoz é o amor.

Escrito por Luciano às 18:38:23
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Enquanto os corpos perfazem-se em outros corpos
nas arestas dos quartos (em busca de amor),
as almas, intactas e desunidas, retiram-se por jamais se compreenderem.
Apaixonar-se é um prenúncio de abandono; fugir é um anúncio de amor.
Escrito por Luciano às 11:42:49
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Sigo os dias transitando entre sensações efêmeras,
à luz de uma busca que jamais cessa, que não me deixa descansar.
Não vivo em mim. Moro nos beijos que não dou, no abraço que não sou.
Mas era em mim que gostaria de habitar.
Escrito por Luciano às 10:41:01
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Meu
perfil
BRASIL, Centro-Oeste, CAMPO GRANDE, CENTRO, Homem, de 26 a 35 anos, English, French, Cinema e vídeo, Música MSN - lucianodeaguiar@hotmail.com
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PORTFÓLIO
LUCIANO VIEIRA - Jornalista e produtor cultural.
Escritor desde 94, possui há 2 anos o blog PAPIROS. Escreve também para os sites literários "BALELA" e "VER O POEMA".
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