ALFREDO! ALFREDO!

Hoje, um grande homem foi embora. Na realidade, eu acho que ele voltou pra casa. Um homem que só devia ser do espaço, mesmo, ou de algum outro lugar que, certamente, não é este aqui. Um plano onde é possível compreender as coisas por óticas diferentes, porque todas elas são observadas pela visão do amor.
Philippe Noiret embalou a infância e juventude de muitas pessoas neste mundo. Conhecido por nós como "Alfredo", personagem ranzinza do filme "Cinema Paradiso", Noiret nos mostrou a delicadeza que existe nas pessoas que conseguem alcançar a definição de serem "humanas", em algum ponto de suas existências. Faz a gente pensar tanto em como tudo deveria ser tão simples neste mundo, que quase dá vontade da gente anotar os seus ensinamentos no caderno.
Pra que a gente nunca mais possa esquecer o que deveríamos fazer por aqui.
O céu está ficando cada dia mais rico.....
ALFREDO! ALFREDO!
Escrito por Luciano às 21:23:16
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Eu sou um homem sincero. De onde crescem as palmeiras.
E antes que a morte me leve, quero que os versos me saiam da alma.
Eu sou de toda a parte e eu vou para toda a parte. Estou nas artes, em meio às montanhas. Eu sou a montanha.
Tudo é belo e constante, tudo é música e razão. E tudo, feito o diamante, antes de ser luz, é carvão.
Com os pobres do mundo eu quero ter o meu destino, um pequeno riacho na montanha me agrada mais que o mar.
Eu quero, quando eu morrer, sem pátria, porém, sem dono, ter na minha lápide um buquê de flores e uma bandeira.
Eu cultivo uma rosa branca em julho, como em janeiro, para um amigo sincero que oferece sua mão honesta.
E para o cruel que me arranca o coração que me mantém vivo, eu não cultivo espinhos.
Eu cultivo a rosa branca.
(do filme "Cidade Perdida").
Escrito por Luciano às 20:26:30
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I.N.T.R.U.S.O.
Há um limite para todas as coisas. Um limite para amar, para repudiar todo e qualquer sentimento, para as brigas e revoluções internas e externas. Há um momento de dizer que ama e também de apresentar-se ao silêncio.
Um momento para não se dizer nada.
Existe uma tênue marca que nos separa dos acontecimentos dessa vida. Uma sorte, por exemplo (eu diria), é o fato de permanecermos vivos, se observados todas os riscos que corremos. Penso nisso de um modo tão assustador que praticamente não me esqueço de que posso não estar por aqui a qualquer momento. Não nasci pela sorte, mas é por sorte que assim permaneço.
Que faço aqui tentando construir qualquer pensamento? Elaborar alguma explicação para a minha permanência entre as pessoas?
Quem é capaz de viver consigo mesmo, sem ter que se revoltar com a possibilidade de não estar por aqui a qualquer instante? Estou aqui, por ora, mas até quando? Até quando eu permanecerei intacto? Até quando poderei ser salvo?
O que nos difere dos que já se foram? O que temos, aqui, guardado para nós? Trata-se de quê, afinal? Ora bolas...
Escrito por Luciano às 20:45:10
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Distanciamento

Alguma coisa aconteceu. Algo se transformou. Sinto que não pertenço mais a este lugar, que este espaço já não faz parte da minha história. Estas ruas, estas praças, estas pessoas que vêm e vão... tudo... Eu desconheço e me desligo cada vez mais.
Estou acima de qualquer desaprovação, de todo o mal que queira personificar-se apenas para destruir os meus sonhos. Sim, eu estou bem longe, esparramado pelo ar, envolto em minha própria determinação.
Eu sei, está chegando a hora de partir. Estou iniciando a minha jornada.
Escrito por Luciano às 11:39:00
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BRASIL, Centro-Oeste, CAMPO GRANDE, CENTRO, Homem, de 26 a 35 anos, English, French, Cinema e vídeo, Música MSN - lucianodeaguiar@hotmail.com
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LUCIANO VIEIRA - Jornalista e produtor cultural.
Escritor desde 94, possui há 2 anos o blog PAPIROS. Escreve também para os sites literários "BALELA" e "VER O POEMA".
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